A Década da Ciência Oceânica e como você pode contribuir para a conservação dos oceanos

O lixo marítimo é prejudicial para a os organismos que vivem nesse ambiente (Foto: Naja Bertolt Jensen/Unsplash)

A tendência é que o lixo marítimo aumente nas próximas décadas

Você sabia que esta é a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável? Ela foi proclamada em 2017 pela ONU e só termina em 2030. O objetivo é cumprir os  Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os relacionados à “Vida na Água” e unir esforços para “reverter o ciclo de declínio na saúde do oceano e criar melhores condições para concretizarmos o desenvolvimento sustentável”, conforme o portal oficial da Década no Brasil.

Ao todo, sete resultados são almejados: um oceano limpo; saudável e resiliente; previsível; seguro; sustentável e produtivo; transparente e acessível; e conhecido e valorizado por todos. A campanha utiliza o termo “oceano” no singular para reforçar a ideia de um oceano global, considerado o maior bioma do mundo, conforme a Unesco. Esse bioma é essencial por proporcionar segurança alimentar e regulação climática, entre outros serviços. O oceano ainda fornece alimento e condições de vida para mais de 3 bilhões de pessoas, gera 30 milhões de empregos diretos e uma riqueza equivalente a US$ 3 trilhões por ano, de acordo com a Unesco.

A estimativa é de que a quantidade de plástico nos oceanos aumente para 29 milhões de toneladas por ano (Foto: Angela Compagnone – Unsplash)

Lixo e Consequências

Um estudo publicado no ano passado na revista científica Science estima que a quantidade de plástico nos mares a cada ano aumentará de 11 milhões de toneladas para 29 milhões. O resultado será acúmulo de 600 milhões de toneladas à deriva nos oceanos até 2040. Qualquer resíduo descartado incorretamente pode ir para o oceano, gerando o lixo marinho, conforme a Ocean Actio. De acordo com a ONU, cerca de 80% do lixo no mar tem origem em terra e 20% nas atividades marítimas.

Uma grande parte desse lixo se trata de plástico, que demora para ser degradado, podendo causar morte de animais pelo consumo ou por ficar presos.    As redes e fios de pesca podem levar 600 anos para se degradar, por exemplo, enquanto garrafas de plástico levam 450 anos. Além disso, o plástico é fracionado em partículas, que ao atingirem um tamanho igual ou menor do que 5 milímetros são chamados de microplásticos. Os microplásticos absorvem e liberam contaminantes, expondo organismos marinhos a contaminantes de elevada toxicidade. As informações são da Ocean Action, projeto coordenado pelo CIIMAR (Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental – Universidade do Porto).  

Soluções

O consumo consciente faz parte dos esforços para reduzir a  poluição nos oceanos. Evitar a utilização de materiais plásticos é uma das ações mais recomendadas. Para isso, é possível reduzir o consumo de sacolas plásticas, escolher cosméticos sem microplásticos e evitar produtos excessivamente embalados, por exemplo. Também é importante evitar produtos descartáveis, como talheres, copos e garrafas. Eles podem ser substituídos por produtos sustentáveis e duráveis.

Além disso, algumas atitudes simples também contribuem para reduzir o lixo marinho. Uma delas é não atirar lixo no chão, afinal ele pode ser levado pela chuva e chegar aos  rios e oceanos. Na praia, leve sua própria sacola plástica e, se puder, recolha o lixo que encontrar. Por fim, para que os materiais não acabem no oceano, procure reutilizar e reciclar.

Fonte: A Década da Ciência Oceânica; Unesco; Agência Brasil; Ocean Action.

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